Quem já precisou trocar de sistema sabe que a dúvida raramente é sobre o que o novo sistema faz. Isso dá para ver numa demonstração. A dúvida que segura a decisão é outra: como vai ser a transição, quanto tempo a operação leva para voltar ao normal e quem vai ensinar a equipe a usar.
Este texto responde a essas três perguntas. Ele explica o que acontece entre a assinatura do contrato e o dia em que o sistema está rodando, quanto tempo esse período costuma levar e o que você pode combinar com o fornecedor para que a troca aconteça sem atropelar o dia a dia do negócio.
O que é a implantação de um sistema de gestão
Implantação é o nome que o mercado dá para o processo de deixar o sistema pronto para uso na sua empresa. Ele inclui configuração, cadastros iniciais, integrações com outras ferramentas que você já usa e o treinamento das pessoas que vão operar no dia a dia.
Vale separar dois termos que costumam se confundir:
Instalação é a parte técnica: liberar acessos, deixar o sistema disponível nos computadores e dispositivos do negócio. Em sistemas em nuvem, como os da STi3, essa etapa é rápida.
Implantação é tudo o que vem depois. É onde o sistema deixa de ser genérico e passa a refletir a realidade da sua empresa: o seu cardápio, os seus produtos, as suas formas de pagamento, o seu jeito de fechar o caixa.
A instalação entrega uma ferramenta. A implantação entrega uma operação funcionando.
Por que a implantação pesa tanto no resultado
Existe um padrão bem documentado no mercado de software. Numa pesquisa da Capterra, empresa de pesquisa do grupo Gartner, feita com 3.385 empresas em 11 países, o Brasil incluído, apenas 34% dos compradores concluem o processo satisfeitos com a compra e com a implementação. Entre quem se arrependeu da escolha, quase nove em cada dez tinham enfrentado antes algum imprevisto durante a implementação, como problemas de integração, migração de dados, atrasos ou dificuldade de configuração.
O mesmo estudo mostra o outro lado: mais da metade das empresas que tiveram uma boa experiência montou um plano detalhado de implementação, incluindo integração e treinamento.
A leitura prática é simples. Dois negócios podem contratar o mesmo sistema e ter resultados opostos, e a diferença geralmente não está no sistema. Está em como a transição foi conduzida.
Por isso, ao avaliar fornecedores, vale perguntar sobre a implantação com o mesmo cuidado com que se pergunta sobre funcionalidades.
As etapas de uma implantação bem conduzida
1. A conversa inicial
Antes de qualquer treinamento, alguém da equipe do fornecedor precisa entender como o seu negócio funciona hoje. Na STi3, essa etapa se chama análise de escopo, e ela define tudo o que vem depois.
O que se busca entender aqui: qual é a sua rotina, o que mais atrapalha hoje, e o que precisa estar funcionando primeiro.
Essa última pergunta é a mais importante, e é o que diferencia uma implantação personalizada de um roteiro padrão. Um restaurante com inauguração marcada tem uma urgência. Uma loja que perdeu o controle do estoque tem outra. Os dois passam pelas mesmas etapas, em ordens diferentes.
2. Configuração e cadastros
É a etapa mais trabalhosa, e varia bastante conforme o segmento.
Food service: cadastro do cardápio com preços e complementos, configuração de mesas e comandas, integrações de delivery, impressão na cozinha.
Varejo: cadastro de produtos, preços, controle de estoque, configuração do caixa e emissão de nota fiscal.
Eventos: cadastro dos produtos que serão vendidos na praça de alimentação, configuração da venda de fichas de consumo e treinamento para acompanhar os relatórios do evento.
Aqui aparece o principal ponto de atenção da troca: parte desse trabalho depende de você. Ninguém de fora conhece a sua tabela de preços ou a sua ficha técnica melhor que a sua equipe. Voltaremos a isso adiante.
3. Treinamento da equipe
Um sistema só entrega resultado quando quem opera se sente à vontade com ele. E as pessoas que mais precisam do treinamento não costumam ser as que decidiram a compra — são o garçom, o operador de caixa, o gerente de turno.
Um bom treinamento é feito no contexto real da operação, com os dados da própria empresa já cadastrados, e não com exemplos genéricos. A diferença entre aprender numa tela de demonstração e aprender com o seu cardápio na frente é enorme.
4. Acompanhamento
A implantação não termina no último treinamento. Termina quando a operação roda sozinha, e é normal que apareçam ajustes na primeira semana de uso real.
Quanto tempo demora a implantação de um sistema de gestão
Não existe um número único, e desconfie de quem promete um. O prazo depende de três fatores:
O tamanho e a complexidade da operação. Um quiosque com vinte itens no cardápio e uma rede com três unidades e mil produtos cadastrados não levam o mesmo tempo.
O plano contratado. Quanto mais recursos, mais configuração e mais sessões de treinamento.
O ritmo do cliente. Este é o fator que mais varia, e o único que está nas suas mãos.
O que dá para dizer com segurança é que a implantação acontece em sessões guiadas, distribuídas ao longo dos dias, e não num único bloco. E que o objetivo, na STi3, é colocar a operação básica para rodar o quanto antes, em vez de esperar que todos os cadastros estejam completos para você começar a usar.
Essa lógica existe por um motivo prático: quem passa duas semanas cadastrando sem ver nada acontecer perde o ânimo. Quem vê a primeira venda sair no primeiro dia entende o valor do que comprou e engaja no resto.
Se você tem uma data crítica, como uma inauguração ou um evento marcado, informe isso já na negociação. É uma informação que muda a priorização da agenda.
Como trocar de sistema sem parar a operação
A preocupação mais comum de quem já está com o negócio rodando é ficar sem vender durante a transição. Algumas práticas reduzem bastante esse risco:
Escolha um período de menor movimento. Trocar de sistema na semana do Dia das Mães ou na véspera de um feriado longo cria uma pressão desnecessária. Começo de mês e dias de menor fluxo são melhores.
Comece pelo que é essencial. Vender, receber e emitir nota. Relatórios avançados, metas e integrações secundárias podem entrar depois, com o sistema já rodando.
Adiante os cadastros. Se você já tem a lista de produtos ou o cardápio organizado em planilha, isso encurta bastante a etapa mais trabalhosa. Pergunte ao fornecedor em qual formato ele consegue receber esses dados.
Envolva quem vai operar. Se o garçom e o operador de caixa só conhecem o sistema no dia da virada, a primeira semana será mais difícil do que precisava ser.
Combine o suporte dos primeiros dias. Pergunte quem atende quando surgir uma dúvida às sete da noite de uma sexta-feira. A resposta a essa pergunta diz muito sobre o fornecedor.
A parte que depende de você
Vale ser direto sobre isso, porque é o principal motivo de uma implantação atrasar.
Entre uma sessão e outra, o time de implantação deixa tarefas com você: conferir cadastros, revisar preços, organizar informações que só quem está dentro da operação conhece. Quando essas tarefas ficam para depois, o cronograma inteiro escorrega.
Isso não significa que você faz sozinho. Na STi3, é possível fazer junto, na tela, passo a passo, sempre que necessário. Mas o objetivo do processo é que você e a sua equipe tenham autonomia depois, e autonomia se constrói fazendo.
O que é implantação guiada
Na STi3, chamamos o nosso processo de implantação guiada, e a diferença está em três pontos:
Ela começa por uma conversa, não por um treinamento. A análise de escopo define o que configurar primeiro, a partir da sua realidade.
Cada etapa fica com quem domina o assunto. Quem configura a integração de delivery é quem trabalha com delivery todos os dias. Quem apresenta os relatórios financeiros é quem vive de financeiro. Todos partem do mesmo escopo definido no início, então você não precisa recontar a sua história a cada sessão.
Tem sempre alguém acompanhando. Em todas as etapas há uma pessoa do nosso time com você, até a operação rodar.
Há mais de 20 anos a STi3 desenvolve sistemas de gestão para varejo, food service e eventos, com tecnologia estável para o dia a dia e suporte humano por perto.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora para implantar um sistema de gestão? Depende do tamanho da operação, do plano contratado e do ritmo dos cadastros do lado do cliente. A implantação acontece em sessões guiadas distribuídas ao longo dos dias. Na STi3, a prioridade é colocar a operação básica para rodar o quanto antes, mesmo que os cadastros completos venham depois.
É difícil trocar de sistema de gestão? A troca é mais tranquila quando existe um processo definido e alguém acompanhando. A maior parte da dificuldade relatada pelo mercado vem de implantações sem plano e sem acompanhamento, não da complexidade do sistema em si.
Minha loja precisa parar para trocar de sistema? Não. A recomendação é escolher um período de menor movimento, configurar primeiro o essencial — vender, receber e emitir nota — e deixar os ajustes finos para depois, com o sistema já em uso.
Quem faz o treinamento da minha equipe? Na STi3, o treinamento é conduzido por profissionais do time de Implantação, e cada etapa é guiada por quem tem mais domínio naquele assunto.
O que eu preciso ter em mãos antes de começar a implantação? A lista de produtos ou o cardápio organizado, a tabela de preços atualizada e a definição de quem da equipe vai participar das sessões. Quanto mais adiantado esse material estiver, mais rápido o processo anda.
Preciso saber muito de tecnologia para usar um sistema de gestão? O treinamento é feito no contexto da sua operação, com os seus dados já cadastrados, e conduzido por uma pessoa do time acompanhando cada etapa.
Quem do meu time precisa participar da implantação? O responsável pela decisão no negócio, normalmente o dono ou o gerente, e as pessoas que vão operar o sistema no dia a dia. Quando quem opera participa desde o início, a adoção é mais rápida.