Sistema de Gestão para Varejo

Visibilidade real do seu negócio. Tome decisões com segurança.

Sistema de Gestão para Food Service
O sistema que simplifica sua gestão e melhora seu atendimento.
Sistema de Gestão para Eventos

Ideal para Operações Temporárias. Contrate pontualmente, sem assinaturas.

Conheça nossos cases de sucesso

Conheça as histórias e resultados reais de quem empreende e cresce com a STi3.

Fale com nossos Especialistas

Tire todas as dúvidas com nosso time.

Sistema de Gestão para Varejo

Visibilidade real do seu negócio. Tome decisões com segurança.

Sistema de Gestão para Food Service

O sistema que simplifica sua gestão e melhora seu atendimento.

Sistema de Gestão para Eventos

Ideal para Operações Temporárias. Contrate pontualmente, sem assinaturas.

Conheça nossos cases de sucesso

Conheça as histórias e resultados reais de quem empreende e cresce com a STi3.

Fale com nossos especialistas

Tire todas as dúvidas com nosso time.

Com a STi3 você ganha praticidade, eficiência e segurança para sua rotina.

Conheça o sistema que vai transformar a gestão do seu negócio.
Saiba mais

DRE: o que é, como calcular e como acompanhar o lucro real da sua empresa

o que e dre e para que serve

Existe um relatório que mostra, linha por linha, o caminho que cada real percorre dentro do seu negócio: entra como venda, passa pelos impostos, pelo custo do produto, pelas despesas da operação e chega ao final como lucro. Esse relatório é o DRE, a Demonstração do Resultado do Exercício.

Ele é a ferramenta que responde com clareza à pergunta mais importante da gestão financeira: quanto o meu negócio realmente lucra? E a boa notícia é que hoje o empreendedor não precisa esperar o fechamento contábil nem montar planilhas para chegar a essa resposta. No sistema de gestão da STi3, o DRE está disponível em dois cliques, com os números que vêm da própria operação: vendas do PDV, custos do estoque e lançamentos do financeiro.

Neste conteúdo, você vai entender o DRE do início ao fim: o que é, para que serve, como calcular, como interpretar cada linha e como usar essa leitura para tomar decisões no dia a dia do seu food service, da sua loja ou dos seus eventos.


O que é DRE? (Demonstração do Resultado do Exercício)

O DRE é um relatório financeiro que organiza, em um período definido (normalmente um mês, um trimestre ou um ano), tudo o que a empresa ganhou e tudo o que ela gastou, na ordem em que essas informações se relacionam. O resultado da última linha é o lucro (ou o prejuízo) do período.

A palavra-chave aqui é ordem. O DRE não é uma lista solta de entradas e saídas: é uma sequência lógica que separa o que é receita, o que é imposto, o que é custo do produto e o que é despesa da operação. É justamente essa separação que transforma números em decisão.

Um exemplo prático: duas lanchonetes faturam R$ 120 mil no mês. A primeira tem lucro de R$ 18 mil, a segunda fecha no zero a zero. O faturamento é idêntico, o resultado é completamente diferente, e só o DRE mostra onde está a diferença: pode estar no custo da mercadoria, na folha, nas taxas de cartão e de aplicativos, no aluguel ou nos juros de um empréstimo.

Para que serve o DRE?

O DRE serve para responder perguntas que o extrato bancário não responde:

  • Qual foi o lucro real do mês, e não apenas quanto entrou na conta?
  • Qual a margem de cada linha de produto, de cada loja ou de cada evento?
  • Quanto da receita é consumido por impostos, custos e despesas fixas?
  • Quanto o negócio precisa vender para se pagar (ponto de equilíbrio)?
  • O resultado melhorou ou piorou em relação ao mês passado e ao mesmo mês do ano anterior?

Além do uso gerencial, o DRE é o documento que bancos, investidores, franqueadores e potenciais compradores pedem para avaliar a saúde de uma empresa. Ter esse relatório organizado e atualizado fortalece a posição do empreendedor em qualquer negociação de crédito ou de expansão.

DRE e fluxo de caixa: qual a diferença

Essa é a dúvida que mais aparece, e entender a diferença muda a forma de olhar o negócio.

Fluxo de caixaDRE
O que mostraMovimento de dinheiro: o que entrou e saiu da contaResultado do período: receitas e gastos reconhecidos
Quando registraNo dia em que o dinheiro circulaNo mês em que a venda ou o gasto acontece
Pergunta que respondeTenho dinheiro para pagar as contas desta semana?Meu negócio deu lucro neste mês?

Uma venda parcelada em 6 vezes aparece inteira no DRE do mês em que foi feita e pouco a pouco no fluxo de caixa. O aluguel de dezembro pago em janeiro entra no DRE de dezembro e no caixa de janeiro. Os dois relatórios são complementares: o fluxo de caixa cuida do curto prazo, o DRE mostra se o modelo de negócio se sustenta.

A estrutura do DRE, linha por linha

Quer aprender o que significa cada linha do DRE? Esta é a sequência padrão. Guarde essa ordem, porque cada linha depende da anterior:

  1. Receita bruta de vendas — tudo o que foi vendido no período, sem descontar nada.
  2. (–) Deduções da receita — devoluções, cancelamentos, descontos concedidos e impostos sobre vendas (Simples Nacional, ICMS, ISS, PIS/COFINS).
  3. (=) Receita líquida — o que de fato pertence ao negócio.
  4. (–) CMV ou CPV — custo da mercadoria vendida (varejo) ou custo do produto vendido (food service): o custo direto do que saiu.
  5. (=) Lucro bruto — quanto sobra para pagar a estrutura.
  6. (–) Despesas operacionais — pessoal, ocupação (aluguel, energia, água, gás), comerciais (taxas de cartão, comissão de aplicativos, marketing) e administrativas.
  7. (=) Resultado operacional (EBITDA) — o resultado que a operação gera antes de depreciação, juros e impostos sobre o lucro.
  8. (–) Depreciação e despesas financeiras — desgaste de equipamentos, juros, tarifas bancárias.
  9. (–) IRPJ e CSLL, quando aplicável ao regime tributário.
  10. (=) Lucro líquido — o resultado real do período.

Como calcular o DRE: exemplo com números

Veja o mês de uma lanchonete que fatura R$ 120 mil:

Linha do DREValor% da receita líquida
Receita bruta de vendasR$ 120.000
(–) Cancelamentos e devoluçõesR$ 1.2001,1%
(–) Impostos sobre vendasR$ 7.2006,5%
(=) Receita líquidaR$ 111.600100%
(–) CMVR$ 41.00036,7%
(=) Lucro brutoR$ 70.60063,3%
(–) PessoalR$ 28.00025,1%
(–) OcupaçãoR$ 12.50011,2%
(–) Comerciais (cartões, apps, marketing)R$ 9.8008,8%
(–) AdministrativasR$ 4.2003,8%
(=) Resultado operacional (EBITDA)R$ 16.10014,4%
(–) DepreciaçãoR$ 1.5001,3%
(–) Despesas financeirasR$ 9000,8%
(=) Lucro líquidoR$ 13.70012,3%

O que essa leitura entrega ao empreendedor:

  • Margem bruta de 63,3%. De cada R$ 100 de receita líquida, R$ 63 ficam disponíveis para pagar a estrutura.
  • Margem líquida de 12,3%. O faturamento é de R$ 120 mil, o lucro é de R$ 13,7 mil. São informações diferentes, e o DRE deixa isso visível.
  • Pessoal consome 25,1% da receita. Comparando com os meses anteriores, é possível saber se a escala está adequada ao movimento.
  • Ponto de equilíbrio próximo de R$ 86 mil. Somando os gastos fixos do mês (cerca de R$ 47 mil) e considerando uma margem de contribuição de 54,5%, a operação se paga a partir de aproximadamente R$ 86 mil de receita líquida. Abaixo disso, o mês começa a consumir reserva.

Perceba que nenhuma dessas conclusões aparece no extrato bancário. Elas nascem da estrutura do relatório.


Como saber se minha empresa está lucrando

Lucro é o que sobra depois de todos os compromissos do período, e não o saldo da conta no fim do mês. Para responder com segurança, a leitura do DRE segue três passos:

1. Compare o mesmo período em sequência. Um mês isolado conta pouco. Três meses em sequência mostram tendência: a margem bruta está estável? As despesas fixas cresceram mais que a receita?

2. Leia em percentual, não só em reais. Se a receita cresce 20% e o CMV cresce 30%, o negócio está vendendo mais e lucrando proporcionalmente menos. Em valores absolutos isso passa desapercebido; em percentual, salta aos olhos.

3. Separe o que é seu do que é da empresa. Pró-labore é despesa e entra no DRE. Retirada de lucro acontece depois da última linha. Quando os dois se misturam, o resultado deixa de ser confiável.

Como saber o lucro real da minha empresa

O lucro real aparece quando quatro gastos que costumam ficar de fora entram na conta:

  • Taxas de cartão e comissões de aplicativos. Em food service, a comissão de marketplaces pesa sobre cada pedido e muda completamente a margem de um mesmo produto vendido no salão e no delivery.
  • Impostos sobre vendas. Precisam sair da receita antes de qualquer análise de margem.
  • Depreciação. Fritadeira, balcão refrigerado, PDV e equipamentos de autoatendimento têm vida útil. Ignorar esse desgaste cria um lucro que não existe no momento da troca.
  • Custo real do estoque. No varejo, o preço de compra da última nota não é o custo médio do que foi vendido. No food service, a ficha técnica atualizada é o que mantém o CMV confiável.

Com essas quatro linhas no lugar, o número da última linha passa a ser uma base sólida para decidir preço, contratação e investimento.

Por que sobra dinheiro no caixa e não sobra lucro

Essa combinação é comum e tem explicação: recebimentos de vendas antigas, antecipação de recebíveis e novos empréstimos aumentam o saldo da conta sem aumentar o resultado do mês. O caixa mostra liquidez; o DRE mostra rentabilidade. Acompanhar os dois lado a lado é o que evita decisões tomadas com base em um saldo que já tem destino.

O DRE aplicado nas três frentes de atuação

Food service

O DRE por período mostra o CMV consolidado, e o cruzamento com as vendas por produto revela o detalhe que muda o cardápio: o hambúrguer mais pedido pode ter CMV de 42%, enquanto a porção que vende metade tem CMV de 22%. Nesse cenário, dar destaque à porção no cardápio digital aumenta o lucro sem aumentar o movimento. A mesma leitura separa o resultado do salão e o do delivery, mostrando quanto a comissão dos aplicativos consome de cada pedido.

Varejo

Aqui o DRE responde qual linha de produto sustenta a loja. Uma categoria pode representar 40% do faturamento e 15% do lucro bruto, enquanto outra faz o caminho inverso. Com essa informação, decisões de compra, negociação com fornecedor e espaço de gôndola deixam de ser baseadas em volume de venda e passam a ser baseadas em margem. Em operações com mais de uma loja, o DRE por filial mostra qual unidade está puxando o resultado do grupo.

Eventos

O evento é o centro de custo natural do segmento. O DRE por evento reúne receita dos pontos de venda, custo de bebidas e alimentos, equipe, locação de equipamentos e taxas, chegando ao resultado individual de cada operação. Comparando dois eventos de porte parecido, fica visível o que fez a diferença: o mix de produtos vendidos, o dimensionamento da equipe ou o consumo de estoque. Essa leitura é o que sustenta a proposta comercial do próximo evento.

Erros que comprometem a leitura do DRE

  • Considerar faturamento como resultado. São linhas distintas do mesmo relatório.
  • Misturar custo e despesa. O CMV é o custo do que foi vendido; aluguel, folha e marketing são despesas. Juntar os dois elimina a margem bruta da análise.
  • Lançar tudo em “outras despesas”. Um grupo genérico grande esconde exatamente a informação que o DRE existe para revelar.
  • Trocar o regime de competência pelo de caixa no meio do caminho. A consistência do critério é o que permite comparar meses.
  • Olhar o relatório uma vez por ano. O DRE mensal permite corrigir a rota; o anual apenas registra o que aconteceu.

Como acompanhar o DRE no sistema de gestão da STi3

O trabalho pesado do DRE nunca esteve no cálculo, e sim na coleta: exportar vendas, conferir custos de estoque, somar taxas, classificar despesas e consolidar tudo em uma planilha. Quando essa etapa é manual, o relatório fica pronto semanas depois do fechamento, quando as decisões já foram tomadas.

O DRE da STi3 nasce dos dados que a sua operação já gera no dia a dia. As vendas vêm do PDV, os custos vêm do estoque e das fichas técnicas, as despesas vêm dos lançamentos do financeiro. Na prática, isso significa:

  • Relatório pronto em dois cliques, com o resultado do período estruturado linha por linha.
  • Comparativo entre períodos, para acompanhar a evolução das margens mês a mês.
  • Análise vertical em percentual, mostrando quanto cada grupo consome da receita.
  • Resultado por unidade de negócio, seja por loja, por canal de venda ou por evento.
  • Dados que conversam com o restante do sistema, sem retrabalho de digitação e sem versões diferentes da mesma planilha.

Com o relatório disponível a qualquer momento, a conversa muda: em vez de descobrir o resultado do mês passado, o empreendedor acompanha o mês em andamento e ainda tem tempo de ajustar preço, escala e compras.

E como acontece com toda a tecnologia da STi3, você conta com o nosso time por perto para configurar o plano de contas do seu jeito e interpretar as primeiras leituras junto com você.

Quer ver o DRE funcionando com a realidade do seu negócio? Agende uma demonstração e conheça o sistema de gestão da STi3.


Perguntas frequentes sobre DRE

O que significa DRE? DRE é a sigla de Demonstração do Resultado do Exercício, o relatório que apresenta receitas, custos, despesas e o lucro ou prejuízo de um período.

Qual a diferença entre DRE contábil e DRE gerencial? O DRE contábil segue as normas de contabilidade e é elaborado pela contabilidade da empresa, com finalidade fiscal e societária. O DRE gerencial usa a mesma estrutura lógica com o nível de detalhe que a gestão precisa, por loja, canal ou evento, e serve para a tomada de decisão no dia a dia. Os dois convivem e se complementam.

Com que frequência devo acompanhar o DRE? Mensalmente, com comparativo em relação aos meses anteriores. Negócios com forte sazonalidade, como eventos e food service, se beneficiam também da comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Micro e pequenas empresas precisam de DRE? Sim. O porte muda o volume de linhas do relatório, não a utilidade dele. Em operações menores, onde cada ponto de margem conta, saber exatamente para onde vai o dinheiro tem impacto direto no caixa.

O DRE substitui o trabalho do contador? Não. O DRE gerencial dá visibilidade e agilidade para decidir; o fechamento contábil e as obrigações fiscais seguem com a contabilidade. Um DRE gerencial organizado, na prática, facilita esse trabalho, porque as informações já estão classificadas.

O que é margem líquida? É o lucro líquido dividido pela receita líquida, em percentual. Mostra quanto sobra de cada real vendido depois de todos os custos, despesas e impostos.

Conheça as soluções que temos para o seu negócio, agende sua demonstração.

cta-empreendedor-02

Cadastre-se e receba nossos conteúdos direto em seu e-mail.

Ao informar meus dados, eu concordo com a Política de Privacidade e com os Termos de Uso.

Continue lendo e evoluindo

delivery sem comissão

Existe delivery sem comissão, e ele pode ser o seu Um delivery sem comissão é aquele em que o pedido entra por um canal que pertence ao seu restaurante. Você …

totem de autoatendimento para restaurante

Totem para restaurante: como vender mais com um totem de autoatendimento O totem de autoatendimento é um terminal com tela sensível ao toque em que o próprio cliente monta o …

como vender no 99 food

A 99Food ampliou a operação para 26 novas cidades e regiões de São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso a partir de 14 de julho de 2026, reforçando um …

Organizar um evento de sucesso é muito mais do que planejar estrutura, atrações e decoração. Para que tudo funcione com agilidade e segurança, especialmente na hora das vendas, é essencial …

controle de estoque

O que é controle de estoque e por que ele importa Quando falamos de controle de estoque, muitos empreendedores ainda o veem como uma tarefa secundária, quase burocrática. No entanto, …

controle de metas e comissões

Estabelecer metas e oferecer comissões por desempenho são práticas comuns em muitos negócios, mas nem sempre essas ações vêm acompanhadas do controle necessário para que funcionem de verdade. No dia …

Conheça as soluções que temos para o seu negócio, agende sua demonstração.

cta-empreendedor-02